Eu voltei, aqui é meu lugar…

Oi, gente!! Já é 2014 e eu abandonei isso aqui na maior cara de pau, né? Mas foi em nome de algo muito legal para mim e para quem gosta de comidinhas deliciosas e do bem, já já vem aí a Paladar (em breve conto tudinho com detalhes, mas em suma vamos vender alguns quitutes no Recife. 😀 Uhuuu). Chega de bla bla bla, falemos um pouco de 2013 e do que vem em 2014.

Ano passado foi um super ano, apesar de todas as pedras no caminho e dos problemas de saúde, porque eu descobri muitas coisas sobre mim, os limões viraram limonadas e descobri um novo trabalho com isso. Incrível, né? Não sei vocês, mas eu tenho muito fé e Deus nunca dá uma cruz mais pesada do que podemos carregar e ela nunca chega a toa. Aprendi mais sobre isso também. O blog surgiu dessa história também, fui para cozinha, mergulhei nesse mundo e meus presentes de Natal incluíram itens para a danada. Quem diria? Virei uma amélia moderna. hahaha Agora chega de falar de passado, o futuro chegou!

2014 deve vir com muitas novidades para mim e muito estudo, será necessário, afinal. Mantendo a saúde, a alimentação com comida de verdade, preciso investir mais no exercício físico e isso já será providenciado. Agora, só quero coragem, força e paciência para investir nos novos planos.

Aproveito o post para uma dica, não posso começar o ano falando só de mim. Aqui em casa, temos um problema, que na verdade não começa com problema, mas o apetite do povo não dá conta das embalagens maiores de comida. Se torna algo ruim porque estragar comida não é nada do bem, nem sustentável, com um monte de gente precisando comer por aí. Tudo que existe em porções menores, claro, compramos assim; o que não tem solução doamos antes de perder a validade, claro (às vezes percebemos tarde demais, infelizmente e acaba no lixo).

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Bom, com o pão integral isso acontece muito, a umidade de Recife faz ele mofar rapidinho. Resolvi fazer o seguinte: metade do saco coloquei em saquinhos pequenos de plástico (como o da foto) e pus no congelador. Isso mantém o pão muito mais tempo, ai quando for comer tira umas 10h antes e pronto. Ou coloca na sanduicheira, grelha ou assa na frigideira mesmo. Isso também é ótimo para quem mora sozinho. 😉

É isso, feliz ano novo e prometo estar mais presente!

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Vamos comer #comidadeverdade!

Hoje não tem receita, nem dicas de comidas, nem nada sem lactose, nem o bolinho com café. Hoje tem uma conversa séria, importante para nossa saúde, para nossas atitudes diante da comida. Na verdade, hoje o post é sobre #comidadeverdade, já ouviu falar? Lembra como é? Eu lembro das minhas avós pensando nisso. Manga, banana, doces caseiros, coxinha feita em casa, bolos, comidas típicas. Uma cozinha com alma e pessoas se movimentando nela. Não era só abrir uma caixa e por na frigideira com óleo.

Nesta época, quando a gente ia ao mercado, todo mundo comia comida. Ontem, fui fazer feira e vimos muitos carrinhos com caixas. Refrigerante, kibe, hambúrguer, suco e sabe-se lá o que mais. Outros são piores, levam caixinhas jurando que estão saudáveis: barra de cereal, farinha disso e daquilo, tudo diet, tudo light, incluindo refrigerante. Não prezo pela magreza, pelos quilos a menos, prezo pela saúde. Posso ter 7kg a mais, mas estarei comendo comida. Não importa se tem glúten ou lactose, para quem pode, claro. Importa que seja uma caldo de carne ou legumes real. Importa que seja um bolo real. Que a salada tenha estado antes na geladeira.

Não tem desculpa de “estraga fácil”, “não tenho tempo” e etc. Já disse isso também e sei que podemos ter tempo sim. Descobri lugares com porções menores das frutas e legumes e nada estraga, qualquer coisa, congela e pronto. É melhor tem tempo hoje do que PRECISAR ter tempo amanhã por estar doente. Sabia que com a comida de verdade você fica menos doente? Eu prometo! Era daquelas pessoas que qualquer rinite alérgica me derrubava, que a virose passava a 500m e eu pegava. Isso mudou muito e foi minha maior conquista.

Bom, chega de bla bla bla porque tem um documentário de 1h30min para vocês verem. Pode ser aos poucos, pode ser tudo hoje, tudo amanhã, só importa que vejam até o fim.

Não precisa radicalizar, tudo na vida é equilíbrio. Mas diminua os industrializados e fique bem, só isso. Pode continuar com a farra, com os quitutes, a pizzaria, o doce. Só prefira algo que você saiba o que tem dentro. Prefira rótulos com itens que você saiba o que é, nomes difíceis de ler já significam complicação no seu organismo. Vamos comer #comidadeverdade

A comida simples

Dei uma sumida por pura preguiça de cozinha, isso acontece de vez em quando e só faço o necessário. Em tese todo mundo sabe fazer isso, mas aí lembrei da primeira vez que cozinhei inhame e comemorei por demorar apenas uns minutos, ou quando o arroz deu certo e por aí vai. Nem todo mundo sabe que o simples pode ser uma ótima opção de jantar e desses bem nutritivos, sem gastar muito tempo. Nos dias preguiçosos funciona bem e dá um toque de volta à infância, afinal quem nunca jantou cuscuz ou raízes (macaxeira, inhame, batata doce, banana cozida) no Nordeste não tá nada bem, né?

Bom, não tenho fotos das minhas comidas simples, porque seria #alouca tirando foto de tudo, então selecionei da web mesmo, ok? A ideia aqui é dizer como faz. O inhame, por exemplo, descasca, lava bem com água corrente e cozinha na água com sal por uns 10 minutos, no máximo 15. Enfia o garfo pra ver se está mole e pronto. O mesmo para a batata doce, só que esta muita gente faz com casca (eu prefiro sem), a banana da terra (cozinhar com casca e não uso sal) e a macaxeira. A última demora um pouco mais (de 20 a 30 minutos) e tem que colocar bastante água, o sal só quando estiver fervendo.

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E os acompanhamentos? Quem puder pode usar manteiga ou margarina ou até a Becel. Para incrementar mais, vai ovo frito, carne seca ou charque, frango grelhado ou legumes. O melhor? Todas elas cozidas podem virar purê ou gratinado, basta amassar, colocar azeite, temperar como quiser, rechear e por no forno ou micro ondas. Fica delíciaaa. Tipo esse aqui ó:

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Esses potes de porção individual têm aos montes no Pão de Açúcar, hein? E é baratinho. Outra opção é o cuscuz super prático. Uma xícara de fubá com meia xícara de água e sal a gosto, mistura tudo e deixa descansando 15 minutos. Transfere para a cuscuzeira e deixa lá uns 15 minutos. Pode colocar queijo em cima antes de ir pro fogo que fica delí ou comer com leite morno ou com carne ou com legumes. A criatividade não tem limites.

cuscuz - fubá orgânico na cuscuzeiraTudo super fácil e simples de fazer, né? Nutritivo, com fibras e na quantidade certa não engorda. Quase tudo de comida é assim; dê preferência às comidas de verdade com porções lights e coma várias vezes ao dia, coloca o metabolismo para trabalhar. Só não vale o velho sanduíche “natural” usando peito de peru e maionese jurando que estará mais magra por causa disso. Embutidos são bichos malvados para nosso corpo, só vale muito de vez em quando e eu acho (particularmente) que só vale mesmo com salame e se for de uma marca boa, melhor. Gastar paladar com comida sem gosto ninguém merece! Ah, eu amo maionese em sanduíche e com atum, não vou mentir; é meu pecado que um dia me livro ou não, até porque uso bem de vez em quando.

É isso, comida simples, corpo são, saúde sã.

Especial: arroz integral

O coitado do arroz integral vive de lado nos pratos brasileiros, não é hábito na nossa terra e muita gente diz que não gosta sem nem provar. Eu prefiro ele ao branco, mas nunca fui fã do tradicional, isso ajuda. O integral é mais “crocante” e dá uma variedade de consistência perfeita para o paladar. Além disso, “a película tem uma maior concentração de fibras insolúveis que estimulam o sistema gastrointestinal. Além disso, contém grande quantidade de vitamina B1 que é praticamente ausente no arroz branco.”, afirmou o nutrólogo Maximo Asinelli, no portal Vila Mulher.  Segundo minhas informações/pesquisas/consultas, tem 3x mais fibra que o arroz branco!

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Foto: Vestindo Saúde

Para preparar é bem simples, coloca um tico de azeite, uma pitada de alho e cebola e põe para refogar, coloca água (2 xícaras para 1 de arroz), sal e alguma erva se quiser. Aí sim coloca o arroz, deixa lá 20 minutos pelo menos e se a água ressecar antes do tempo, coloca mais. Para deixar diferente e ainda mais nutritivo coloco algum legume no cozimento. Se for brócolis, coloque uns 3 minutos antes de desligar o fogo bem picadinho, se for cenoura – ralada – coloca uns 7 minutos antes.

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O meu com brócolis.

E é assim que tem sido meus almoços. Para incrementar mais ainda, pensei aqui (nunca usei, mas deve ficar bom): curry, molho pesto, alguma pimenta se gostar, manjericão, cogumelos e por aí vai. Resta usar a criatividade, menos se o acompanhamento for mais temperado, aí é melhor usar o básico mesmo, afinal apreciar sabores faz parte da refeição.

O começo das aventuras

A história que desemboca neste blog é pra lá de longa, então acho melhor começar pelo fim – contraditório, eu sei. Comecei uma nova alimentação há pouco tempo e esta prioriza as comidas feitas em casa, aquela coisa bem nostálgica da infância com a vovó. O nome é porque sou uma curiosa aprendiz; aliás todo mundo que cozinha, incluindo grandes chefs, é sempre aluno e movido a curiosidade. Todo dia você descobre algo e às vezes até os erros dão certo e acabam gerando novas receitas.

Então, estou de dieta? Vai ser um blog sobre #projetos a la barriga negativa? Jamais, queridos. O negócio é que a autora aqui passou por alguns perrengues de saúde, entre eles uma certa intolerância à lactose, e por alguns outros motivos preciso recuperar as energias e as boas bactérias do corpo. Para isso, a receita é comer comida de verdade e não o que vem em pacotinho. Ou seja, nossas vovós tinham toda razão.

Já comecei o desafio e já estou me aventurando na cozinha, daí surgiu a ideia de uma pessoa querida: por que você não faz o blog? Pensei e pensei e cá estou escrevendo. Antes que perguntem, não era um zero a esquerda na cozinha, mas também não era chef nem gourmet nota 10. Sou fã dos programas de gastrô e culinária, me divirto com Jamie Oliver, Nigella, Olivier e etc. E me deleito com os livros que misturam comida e conversa, como Escola de Sabores, de Erica Bauermeister,  e o A conversa chegou a cozinha, da mestra Rita Lobo.

Acho comida mágico. Reúne as pessoas, traz cheiros, ativa memórias, nos dá energia, prazer, conforto, enfim faz de um tudo na nossa vida. Há cerca de um ano venho pensando sobre o que estamos consumindo e como isso tem interferido na qualidade de vida. Quando fiquei doente, tive certeza que apesar de não ser fã de gordura ou de comidas trash, estava seguindo um caminho torto. Agora tenho cardápio e receitas mil, tudo guiado pela minha nutricionista.

Por isso, o desafio aqui é, mesmo após a desintoxicação e recuperação da minha saúde, manter a cozinha viva. Cozinhar é terapia, é distribuir amor, é cuidar de si e dos outros. Uma cozinha com vida é uma casa com energia. Concordam? Um adendo: amo comer, ou seja, receita não faltará. Também terá umas pitadas de trapalhadas, erros e comida não tão boas assim, porque faz parte e não vou esconder. A ideia aqui é compartilhar e guardar tudo para a posteridade, sou meio esquecida e quero assegurar a “herança” da futura prole.

Bem vindos às aventuras, visitem sem compromisso e se aproximem, sempre pode ter um café e uma fatia de bolo. Quer aconchego melhor?

Ps: texto deveras longo, mas precisava explicar.