Bolo com café e uma prosa

Este blog podia se chamar O diário de uma banana porque é a segunda receita e ela também leva a fruta, incrível, né? haha Mas, deixa eu contar o segredo: a banana é doce o que faz a gente usar menos açúcar, é fácil de achar e é barata. Vamos prosseguir com o assunto do dia, o bolo perfeito para acompanhar  o cafezinho ou para o lanche da semana porque é fácil de levar para trabalho/faculdade no potinho. Vou passar a receita já já.

Antes vou contar do dia fatídico que errei um cuscuz. Acreditem! Na última semana alguns perrengues surgiram e não tive tempo nem condições de organizar a “dieta”, mas não por isso queria comer fora do cardápio, então na quinta resolvi fazer um cuscuz de última hora. Mas fui com tanta pressa e sede ao pote que o danado ficou farofa, horrível, e ninguém comeu. Prometi que iria revelar os tropeços, então é isso. Terminei no pão com Becel (porque nem manteiga eu posso haha), mas bem acompanhada e é o que importa. Dias ruins existem e receitas que dão errado idem, por isso na hora de botar a mão na massa, vá com calma e com a mente aberta. Atenção: cuscuz para quem quer perder peso e está em regime de verdade, só bem de vez em quando, hein?

Agora a receita do bolo de banana saudável e delícia.

3 ovos (usei 2)

5 bananas (usei 4)

½ xícara de óleo (Acho que rola substituir por leite de coco ou usar óleo de coco)

1 xícara de açúcar (Demerara é mais saudável, usei menos de uma xícara e já ficou doce para meu paladar; não recomendo adoçante porque né? Industrializado e futuras reações adversas)

1 colher e ½ de canela

1 xícara de aveia (pode ser quinua em flocos)

1 colher de sopa rasa de fermento

Aí a coisa é difícil que dá dó. haha Bate tudo no liquidificador, menos a aveia e fermento. Quando acrescentei a aveia e fermento mexi na mão dentro do liqui mesmo porque ficou grosso. Olha como fica:

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Aí põe em forma untada no forno por uns 40 minutos e pronto! Para levar de lanchinho, usa a forma de cupcake, deixando um dedo sem nada porque vai crescer, e aí fica mais fácil de levar a quantidade certa.

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Ficou uma delíciaaa e fofinho, quero comer tudo de uma vez. 🙂

Gostaram? Esta semana vou passar uns dias fora e já vou levar umas fatias de bolo para lanchar, fora umas frutas. Depois dou as dicas de sobrevivência sem lactose ou industrializados em plena viagem.

Inté

Biscoitos de banana ou como queiram chamar

A primeira receita também é primeira para mim, nunca tinha feito. Quem me deu o passo a passo foi minha nutricionista como opção de lanche e só de ver os ingredientes já sabia que iria dar certo. Só leva uns 20 minutos para fazer e não tem desculpa quanto a falta de tempo. Aliás, “estou muito ocupado” é a frase predileta da modernidade, né? Não sou a favor disso não, preferi caminhos – às vezes mais tortuosos – que me levem a trabalho com vida e assim tive uns minutinhos antes de almoço para preparar os meus biscoitos de banana.

O nome pode ser outro porque a consistência não é crocante e sim macia, como um biscoito molhado. Então, pode chamar de cookies abrasileirados ou cookie querendo ser saudável. Bom, comece amassando duas bananas maduras, acrescente uma xícara de aveia (ou quinua em flocos) e misture bem, daí você tem a base. A nutri pediu para usar quinua por causa do glutén da aveia (Não sou celíaca, é só uma desintoxicação de industrializados.), mas confesso que em receitas a aveia faz toda diferença, ela dá a liga; então usei meio a meio.

IMG_6988Ingredientes e banana amassada

A consistência básica é essa:

IMG_6991A dica melhor é que você pode inventar mil coisas com essa base: gotas de chocolate amargo, castanha, amêndoa, maçã picadinha, canela. Coloquei cacau em pó, mas deve ficar melhor com o chocolate em barra picadinho. Fica no forno pelo menos 15 minutos, você olha e se tiver duro por fora pode tirar. É ótimo para o lanche das crianças também, fácil e saudável.

IMG_6994Assados

Não é uma espécie de bolinho de banana no forno? Facilmente servido por vovós por aí, tenho certeza. Acompanha um café ou chá de canela. Num dia a tarde, sentada na varanda, fica com um toque nostálgico se seu vizinho não estiver em obras, então recomendo fazer essa parte de vida tranquila no domingo.

O começo das aventuras

A história que desemboca neste blog é pra lá de longa, então acho melhor começar pelo fim – contraditório, eu sei. Comecei uma nova alimentação há pouco tempo e esta prioriza as comidas feitas em casa, aquela coisa bem nostálgica da infância com a vovó. O nome é porque sou uma curiosa aprendiz; aliás todo mundo que cozinha, incluindo grandes chefs, é sempre aluno e movido a curiosidade. Todo dia você descobre algo e às vezes até os erros dão certo e acabam gerando novas receitas.

Então, estou de dieta? Vai ser um blog sobre #projetos a la barriga negativa? Jamais, queridos. O negócio é que a autora aqui passou por alguns perrengues de saúde, entre eles uma certa intolerância à lactose, e por alguns outros motivos preciso recuperar as energias e as boas bactérias do corpo. Para isso, a receita é comer comida de verdade e não o que vem em pacotinho. Ou seja, nossas vovós tinham toda razão.

Já comecei o desafio e já estou me aventurando na cozinha, daí surgiu a ideia de uma pessoa querida: por que você não faz o blog? Pensei e pensei e cá estou escrevendo. Antes que perguntem, não era um zero a esquerda na cozinha, mas também não era chef nem gourmet nota 10. Sou fã dos programas de gastrô e culinária, me divirto com Jamie Oliver, Nigella, Olivier e etc. E me deleito com os livros que misturam comida e conversa, como Escola de Sabores, de Erica Bauermeister,  e o A conversa chegou a cozinha, da mestra Rita Lobo.

Acho comida mágico. Reúne as pessoas, traz cheiros, ativa memórias, nos dá energia, prazer, conforto, enfim faz de um tudo na nossa vida. Há cerca de um ano venho pensando sobre o que estamos consumindo e como isso tem interferido na qualidade de vida. Quando fiquei doente, tive certeza que apesar de não ser fã de gordura ou de comidas trash, estava seguindo um caminho torto. Agora tenho cardápio e receitas mil, tudo guiado pela minha nutricionista.

Por isso, o desafio aqui é, mesmo após a desintoxicação e recuperação da minha saúde, manter a cozinha viva. Cozinhar é terapia, é distribuir amor, é cuidar de si e dos outros. Uma cozinha com vida é uma casa com energia. Concordam? Um adendo: amo comer, ou seja, receita não faltará. Também terá umas pitadas de trapalhadas, erros e comida não tão boas assim, porque faz parte e não vou esconder. A ideia aqui é compartilhar e guardar tudo para a posteridade, sou meio esquecida e quero assegurar a “herança” da futura prole.

Bem vindos às aventuras, visitem sem compromisso e se aproximem, sempre pode ter um café e uma fatia de bolo. Quer aconchego melhor?

Ps: texto deveras longo, mas precisava explicar.