Jantar do domingo preguiça

Domingo à noite é sempre preguiçoso, muito tentador a pedir comida. Na verdade, sempre fiz isso, mas com a história da lactose ficou difícil ter que explicar a história toda e corro o risco de vir o pedido errado. Enfim, neste fim de semana a preguiça imperou e não estava muito afim de cozinha (acontece, só fiz a obrigação), pedi o almoço e deu certo, mas na janta fui catar o que tinha na geladeira e deu super certo: uma brusqueta muito boa, modéstia a parte.

Pão de ontem assado no forno com azeite pra ficar crocante, coloquei tomate cereja para marinar um pouco antes e ralei queijo minas padrão sem lactose.  O tomate ficou uns 30 minutos no azeite, manjericão seco e alho; ficou perfeito, mas se você tiver manjericão fresco, use-o, coisas “vivas” são sempre melhores. A dica é fazer a mais e guardar o resto porque no outro dia fica muito melhor e mais apurado.

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Bom, com o pão assado coloquei um pouco de molho de tomate em cima, os tomates, o queijo e uma pitada de orégano, 45 segundos no micro-ondas e pronto! Me surpreendi no sabor e tem como ficar light para quem deseja perder peso: substitua o pão normal por integral ou sem glúten e o queijo por um branco magro (ricota ou cottage).

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Quem precisa de pizza, né? Hummm

Spaghetti primavera

Não tenho problemas com legumes, mas também nunca saia da zona de conforto, ou seja, tudo de sempre. Depois das mudanças no cardápio tenho me desafiado a experimentar sempre algo novo. O brócolis entrou de vez na minha rotina há pouco tempo e adorei porque dura bastante na geladeira, e é terrível ver as verduras se estragarem. Essa semana resolvi testar a abobrinha, que nunca comi pelo menos sabendo, e comprei uma pequena. Para não chocar meu paladar, inventei um spaghetti primavera.

Cortei a abobrinha em tiras finas, piquei brócolis e coloquei o macarrão para cozinhar na água e sal. Quando já tinha cozinhado 5 minutos, acrescentei os legumes. Depois de pronto, refoguei molho de tomate com alho e oregano e misturei no macarrão.

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Para incrementar mais adicionei milho, ervilha e azeitona. Tinha carne de panela saindo do fogo e peguei três pedacinhos (inhos mesmo) para completar tudo. Usei macarrão sem glúten, mas pode ser o integral normal, se você busca saúde. Se quiser se jogar no trigo, como também faço as vezes, qualquer massa está valendo. Recomendo muito a ideia de adaptar o paladar aos legumes, amei a abobrinha desse jeito, o próximo passo é ela ser o prato principal. Mesmo sem dieta, acrescente itens coloridos ao prato, assim o corpo sai ganhando e os brasileiros consomem muito menos que a quantidade adequada de verduras e frutas. 😉

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Almoço delícia do dia!

Pão de casa

Essa semana estou num falta de coragem sem fim, penso a receita e tenho preguiça de executar, haha, normal de vez em quando. Mas a rotina alimentar permanece a mesma, hein? Só escorreguei quando viajei semana passada porque sou filha de Deus e me joguei no trigo, na volta sofri as consequências, e valeu a pena. Enfim, o post de hoje é sobre o pão. Não sou celíaca, mas tenho evitado o glúten por causa dos meus problemas de saúde – faço um texto em breve sobre isso – e o danado causa uma certa inflamação no processo digestivo. Isso é um problema quando falamos em pão; os prontos custam em torno de $18 a $20 o pacote, nunca provei porque a quantidade é grande e estragaria fácil aqui em casa. Nem sou fã de pão, antes das mudanças já comia pouco, e fui vivendo sem ele muito bem; quando acabava tudo na minha cozinha, consumia um branco normal que não mata.

Acontece que fez falta agora, é muito prático e sou do tipo que enjoa de cardápio repetitivo. Fui buscar receitas de pão caseiro, vi várias que davam um trabalho sem fim, ainda pretendo executar uma delas, e desistia. Aí descobri a marca Beladri! Eles têm mistura para pão pré pronta e sem glúten ou lactose, têm também para bolo, pizza e uma farinha substituta do trigo; vende no Recife – milagre! – e comprei. Foi caro, $18, mas a alegria de fazer em casa me estimulou e rende dois pães de 450g. Testei na sexta e deu super certo.

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Não ficou com formato de pão porque não tenho a forma, usei a retangular normal, portanto também não cresceu muito. Na próxima, vou sovar mais a massa porque ajuda no crescimento. Ah, o melhor é que vem só a base, você incrementa como quiser. Coloquei chia para ficar “integral”, e você pode usar linhaça, quinua, ervas em geral, legumes ou doces como banana, maçã, canela e açúcar mascavo.

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Olha o meu!!! Recomendo muito, apesar de ser industrializado não tem muita interferência química (só espessante que faz o papel do glúten) e para quem tem alergia a muitos itens alimentícios, tem opções para fazer de duas formas diferentes. Para quem deseja comprar o pronto aqui no Recife tem na Canto Grão (Boa Viagem) e na padaria Com.Pão (Aflitos). Gosto de pão comum, hein?!

Para fazer um caseiro, recomendo este aqui do site de Pat Feldman, a mestra da comida caseira; o site é um deleite e tem muita informação legal.

Lanche: bolo de laranja

Passei a última semana sem nenhum bolo, isso é raro desde que comecei a nova alimentação. O bolo funcional é muito saboroso e ajuda a manter a linha sem perder o hábito do lanche com café ou chá. Na sexta, já não aguentava mais e não queria repetir os já testados, busquei muito uma receita do sabor laranja que não fosse com farinha de trigo e não achei. Triste, né? Usei ela mesmo, mas a saga continua; se vocês tiverem alguma dica, aceito sugestões. Digo logo que a farinha de trigo integral já é um super avanço, quem tiver use.

Receita mamão com açúcar como sempre! Mistura no liquidificador 3 ovos, suco de 2 laranjas, 1 xícara e meia de açúcar (usei mascavo), 1 xícara de óleo (o de coco é uma boa, mas pode ser qualquer um). Depois que bater direitinho mistura 3 xícaras de farinha de trigo e 1 colher de sopa de fermento se não houver no trigo. Forno por no mínimo 30 minutos.

Para dar uma graça a mais, fiz uma calda. Espremi uma laranja e meio limão na panela (tire os caroços) e coloquei 2 colheres de açúcar, mexe até ferver e derrama em cima do bolo morno. Fica aquele azedinho delicioso da laranja.

bolo laranjaClaro que a gula foi bem difícil de controlar e a cada ida a cozinha, tentei comer um pedaço, mas é isso aí. O melhor mesmo é poder comer, sem culpa, com vontade e feliz.

Sorvete de manga: a sobremesa!

Parece uma sobremesa sem graça para quem está acostumado a um bom bolo de chocolate – também amo e salivo por ele na TPM – mas é dos deuses e melhor, saudável. Vi uma vez no programa de Jamie Oliver com frutas vermelhas, mas dá para fazer com qualquer fruta e é super simples, só gasta o tempo da geladeira. Bom, compro a manga já picada na Frutaria e é ótimo porque não estraga se compro mais de uma, nem acontece aquela decepção de cortar a fruta e estar estragada. Enfim, vi a manga lá dando sopa e resolvi colocar no congelador para testar o sorvete homemade.

Coloque duas xícaras de frutas no congelador por 2h ou até ficar dura, aí é só bater no liquidificador com duas xícaras de iogurte natural orgânico (desnatado ou integral, prefiro o integral). Depois que virar um creme, você prova porque se a fruta já estiver doce não precisa fazer mais nada, se não coloque 2 colheres de sopa de mel. É só despejar num pote e deixar no congelador uma hora ou menos se não vira picolé. Já fiz com abacaxi e hortelã e pretendo fazer com muitas outras frutas.

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Não aguentei esperar 1h e comi antes, ficou um mousse gelado deliciosooo. Fica a ideia para o fim de semana já que é muito fácil. Há, ele também coloca, na hora de servir, raspas de chocolate em cima. Quem tem criança, pode apostar nessa e livra-los dos corantes malditos dos sorvetes industrializados.

Especial: arroz integral

O coitado do arroz integral vive de lado nos pratos brasileiros, não é hábito na nossa terra e muita gente diz que não gosta sem nem provar. Eu prefiro ele ao branco, mas nunca fui fã do tradicional, isso ajuda. O integral é mais “crocante” e dá uma variedade de consistência perfeita para o paladar. Além disso, “a película tem uma maior concentração de fibras insolúveis que estimulam o sistema gastrointestinal. Além disso, contém grande quantidade de vitamina B1 que é praticamente ausente no arroz branco.”, afirmou o nutrólogo Maximo Asinelli, no portal Vila Mulher.  Segundo minhas informações/pesquisas/consultas, tem 3x mais fibra que o arroz branco!

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Foto: Vestindo Saúde

Para preparar é bem simples, coloca um tico de azeite, uma pitada de alho e cebola e põe para refogar, coloca água (2 xícaras para 1 de arroz), sal e alguma erva se quiser. Aí sim coloca o arroz, deixa lá 20 minutos pelo menos e se a água ressecar antes do tempo, coloca mais. Para deixar diferente e ainda mais nutritivo coloco algum legume no cozimento. Se for brócolis, coloque uns 3 minutos antes de desligar o fogo bem picadinho, se for cenoura – ralada – coloca uns 7 minutos antes.

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O meu com brócolis.

E é assim que tem sido meus almoços. Para incrementar mais ainda, pensei aqui (nunca usei, mas deve ficar bom): curry, molho pesto, alguma pimenta se gostar, manjericão, cogumelos e por aí vai. Resta usar a criatividade, menos se o acompanhamento for mais temperado, aí é melhor usar o básico mesmo, afinal apreciar sabores faz parte da refeição.

Almoço de domingo: salmão

Hoje ainda é segunda, mas você já pode pegar a receita e ir comprando os ingredientes para o fim de semana ou para um almoço com cara de domingo no meio da semana, tem coisa melhor? Adoro dias com tempo para comer em paz e de saborear tudo do prato, de preferência feito por mim ou nossa ajudante aqui em casa (ela já está super na pratica da comida com menos gordura). Bom, chega de bla bla bla e vamos ao lerê, no último domingo fui para cozinha aproveitar um pedaço de salmão que sobrou do sábado da outra semana.

Adoro salmão, apesar das diferenças entre os de cativeiro e o selvagem, e acho muito válido nas refeições de fim de semana e feriados. É um tema complexo, mas algumas pesquisas dizem que o peixe de cativeiro não tem como ter o ômega 3, por exemplo, porque a alimentação é por ração e o que fornece o nutriente são as algas de águas profundas e frias. No entanto, continuo comendo esse mesmo (Recife não tem o selvagem) e quando houver onde comprar o selvagem, claro,  procurarei o mesmo.

Polêmicas de lado, preparei o pedaço com molho pesto acompanhado de arroz integral e salada. Temperei o peixe com suco de meio limão, sal, alecrim e alho desidratado. O molho pesto não tem segredos nem porções, mas vamos tentar ajudar. Usei meio maço do manjericão, 1 dente de alho, alho desidratado e em torno de 3/4 de xícara de azeite, bate tudo no liquidificador até ficar homogêneo. Difícilll, né? haha Quem gostar, pode usar pinoli ou castanhas ou ainda um pouco de parmesão. Não usei o queijo porque não tinha aqui e não vale o de saquinho (o parmesão tem baixo índice de lactose, portanto consigo tolerar. Intolerantes severos não conseguem). Coloquei na forma tomates tradicionais, tomates tipo grape, cebola e azeite (bem pouco).

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Fica feio antes, mas garanto que depois é bom e bonito

Uns 30 minutos no forno e ficou delícia, não sobrou nem uma lasca. O arroz integral fiz do básico e a salada foi de alface, cebola e tomate grape. Ficou leve e saboroso, domingo não precisa ser gordo. 🙂

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Confesso que cozinhar no domingo dá uma certa preguiça e o serviço não é só preparar, né? Tem prato, sujeira e etc, meu namorado ajudou na limpeza, mas ainda assim toma tempo, né? No fim, vale a pena de vez em quando. Ah, o molho pesto pode ser preparado antes, é só guardar na geladeira em recipiente de vidro, dura uma semana. Se sobrar, usa como molho de massas, pasta em pães e afins. 😉

Passeio na Europa: torta de maçã

Era pra ter postado essa receita na sexta ou sábado, mas fiquei no meu momento off-line e esqueci. É perfeita para o fim de semana, mas se assim como eu você gosta de delícia qualquer dia e qualquer hora, pode fazer em plena segunda-feira. A novidade é que o prato veio direto da fonte, uma amiga dos tempos de escola está morando na Bélgica e cozinha super bem; se descobriu por lá uma mestre cuca, fico babando as fotos das tortas e doces lindos, por isso pedi a contribuição de Isis por aqui. Variar de panelas é ótimo, né? Vocês também podem contribuir enviando receitas.

Bom, uma das sobremesas mais queridas na Europa em geral são as tortas abertas de frutas, como maçã e pêra, acompanhadas ou não de sorvete de creme ou chantilly, pode ser servida quentinha. É uma delícia e Isis fez ela leve e nada gorda, o que é ainda melhor. Lá vai os ingredientes:

Massa: 200g de biscoito (tipo maizena ou integral) + 2 bananas amassadas
Recheio: 2 maçãs cortadas (eu – Isis – usei maçã verde) + 2 colheres de sopa de canela em pó + 1 colher de sopa de açúcar ou 2 de adoçante (não usar o líquido).

*Apenas 15 min no forno pré-aquecido, 200 graus.
*Whipped cream light por cima (chantilly light)

torta de maça

Recomendo fazer como Isis e caprichar na mesa, deixa tudo mais tranquilo e comer em paz é um deleite para a mente e o corpo. Ainda não fiz a minha porque até o mês que vem estou com restrições a industrializados, mas assim que puder, farei muito.

Boa semana a todos e boas delícias.

 

Chá da tarde com bolo de fubá

Essa menina não para de fazer bolo? Não. haha É um lanche gostoso, com cara de gordo (mas pode ser magro) e combina com café, além disso tudo ainda dá uma sensação de afago e de aconchego. Hoje resolvi testar uma receita de bolo de fubá e para não estragar, fiz usando tudo pela metade, e acabou que ficou pouco demais, então, vou dar a receita inteira. Outra coisa, esse bolo é uma base, você pode inventar mil coisas para dar glamour. Foi meu lanche chá da tarde e recomendo, hein?!

Ingredientes

2 ovos

1/2 xícara (chá) de açúcar (pode usar o demerara ou adoçante de forno)

1 xícara (chá) nivelada de fubá

3 colheres (sopa) de manteiga derretida (usei azeite e pode ser óleo de vegetais)

1 colher (sopa) de mel

Uma pitada de sal

1 colher (chá) de fermento químico

Preparo:

1. Aqueça o forno a 180 graus.

2. Em uma batedeira, bata os ovos com o açúcar. Adicione o fubá, a manteiga e o restante dos ingredientes.

3. Coloque em mini formas ou vasinhos de barro untados e asse até que um palito de madeira, quando espetados nos bolinhos, saia limpo. Aqui foi cerca de 20 minutos.

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Assados e quebrei para desenformar um, foi bom que vocês conseguem ver a cor da delícia. Depois de pronto, ainda pensei: uma goiabada aqui ia ficar babado. Derreti um pedacinho no microondas e coloquei em cima de um, ficou perfeito. Na próxima vou colocar um pedaço dentro de cada. O melhor? Não tem lactose, não tem glúten e sem a goiabada fica um lanche saudável e feliz. Também acho que sem o açúcar pode render muffins salgados com recheio, ai vai da criatividade de cada um, se eu fizer posto aqui.

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Essa foto é com a goiabada! Estou a louca da cozinha esta semana, portanto deve vir mais receita por aí. E já saiu uma errada, mas quando der certo, também entra, é um mousse de abacate. 😉

UPDATE: Gente, recomendo colocar, no olhômetro mesmo, um pouco de leite de coco ou leite normal mesmo. Só para ficar mais molhadinho. 😉

Queijo à moda da casa

Voltei com o tema queijos, finalmente deixamos as bananas de lado, né? Para intolerantes à lactose como eu, o queijo é um problema, afinal estamos totalmente dependentes dos benditos. Avaliem: coxinha com catupiry, cartola, romeu e julieta, queijo quente, pizza, lasanha, risotos em geral e muito mais. E em casa, como faz? Achei ótimas opções entre os industrializados e sem lactose, mas são bem mais caros (o dobro do preço) dos normais. Para mim não fica tãooo absurdo porque dura bastante já que só eu como na casa, mas alguns tipos, por exemplo, tem a validade curta, tipo 5 dias após aberto e eu não dou conta. Então, resolvi dar uma chance ao tofu (queijo a base de soja). Não curti, gente, confesso. Gosto de nada com nada, e coloquei sal, orégano e azeite.

Mas, fiz um patê com ele para ajudar no sabor e testar o paladar; continua estranho pra mim, mas serve em receitas e é assim que usarei. Para quem curte, fica ótimo com torradas e pães.

IMG_7027Assim é o tofu cortadinho e amassado com orégano, azeite e sal. O azeite coloca aos poucos, até ter consistência mais mole, depois acrescentei uma colher de sobremesa de maionese. Tudo foi no olhometro, então… Foi mais ou menos dois dedos de largura de tofu e três de altura.

IMG_7035Fica como está ai em cima. Quem não curte maionese, pode usar suco de um limão e mais azeite e bate no liquidificador, fica menos patê e mais molho.

Outra opção de queijo é o cottage caseiro que a Juliana do blog Pitadinha ensinou aqui e já testei. Deu super certo, só dá um certo trabalho e fiz com um litro de leite, aí rendeu bem pouco. Ainda assim é mais barato que comprar o pronto e  pode ser com lactose para quem quiser, é só usar o leite normal.

Minha saga continua e ainda gastarei $$ com a marca Balkis, a única no Recife que fornece o queijo sem lactose. Para quem quiser comprar, tem na loja Canto Grão (endereço no site), bairro de Boa Viagem, e lá tem outros quitutes sem leite para os intolerantes.