Especial: arroz integral

O coitado do arroz integral vive de lado nos pratos brasileiros, não é hábito na nossa terra e muita gente diz que não gosta sem nem provar. Eu prefiro ele ao branco, mas nunca fui fã do tradicional, isso ajuda. O integral é mais “crocante” e dá uma variedade de consistência perfeita para o paladar. Além disso, “a película tem uma maior concentração de fibras insolúveis que estimulam o sistema gastrointestinal. Além disso, contém grande quantidade de vitamina B1 que é praticamente ausente no arroz branco.”, afirmou o nutrólogo Maximo Asinelli, no portal Vila Mulher.  Segundo minhas informações/pesquisas/consultas, tem 3x mais fibra que o arroz branco!

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Foto: Vestindo Saúde

Para preparar é bem simples, coloca um tico de azeite, uma pitada de alho e cebola e põe para refogar, coloca água (2 xícaras para 1 de arroz), sal e alguma erva se quiser. Aí sim coloca o arroz, deixa lá 20 minutos pelo menos e se a água ressecar antes do tempo, coloca mais. Para deixar diferente e ainda mais nutritivo coloco algum legume no cozimento. Se for brócolis, coloque uns 3 minutos antes de desligar o fogo bem picadinho, se for cenoura – ralada – coloca uns 7 minutos antes.

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O meu com brócolis.

E é assim que tem sido meus almoços. Para incrementar mais ainda, pensei aqui (nunca usei, mas deve ficar bom): curry, molho pesto, alguma pimenta se gostar, manjericão, cogumelos e por aí vai. Resta usar a criatividade, menos se o acompanhamento for mais temperado, aí é melhor usar o básico mesmo, afinal apreciar sabores faz parte da refeição.

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O começo das aventuras

A história que desemboca neste blog é pra lá de longa, então acho melhor começar pelo fim – contraditório, eu sei. Comecei uma nova alimentação há pouco tempo e esta prioriza as comidas feitas em casa, aquela coisa bem nostálgica da infância com a vovó. O nome é porque sou uma curiosa aprendiz; aliás todo mundo que cozinha, incluindo grandes chefs, é sempre aluno e movido a curiosidade. Todo dia você descobre algo e às vezes até os erros dão certo e acabam gerando novas receitas.

Então, estou de dieta? Vai ser um blog sobre #projetos a la barriga negativa? Jamais, queridos. O negócio é que a autora aqui passou por alguns perrengues de saúde, entre eles uma certa intolerância à lactose, e por alguns outros motivos preciso recuperar as energias e as boas bactérias do corpo. Para isso, a receita é comer comida de verdade e não o que vem em pacotinho. Ou seja, nossas vovós tinham toda razão.

Já comecei o desafio e já estou me aventurando na cozinha, daí surgiu a ideia de uma pessoa querida: por que você não faz o blog? Pensei e pensei e cá estou escrevendo. Antes que perguntem, não era um zero a esquerda na cozinha, mas também não era chef nem gourmet nota 10. Sou fã dos programas de gastrô e culinária, me divirto com Jamie Oliver, Nigella, Olivier e etc. E me deleito com os livros que misturam comida e conversa, como Escola de Sabores, de Erica Bauermeister,  e o A conversa chegou a cozinha, da mestra Rita Lobo.

Acho comida mágico. Reúne as pessoas, traz cheiros, ativa memórias, nos dá energia, prazer, conforto, enfim faz de um tudo na nossa vida. Há cerca de um ano venho pensando sobre o que estamos consumindo e como isso tem interferido na qualidade de vida. Quando fiquei doente, tive certeza que apesar de não ser fã de gordura ou de comidas trash, estava seguindo um caminho torto. Agora tenho cardápio e receitas mil, tudo guiado pela minha nutricionista.

Por isso, o desafio aqui é, mesmo após a desintoxicação e recuperação da minha saúde, manter a cozinha viva. Cozinhar é terapia, é distribuir amor, é cuidar de si e dos outros. Uma cozinha com vida é uma casa com energia. Concordam? Um adendo: amo comer, ou seja, receita não faltará. Também terá umas pitadas de trapalhadas, erros e comida não tão boas assim, porque faz parte e não vou esconder. A ideia aqui é compartilhar e guardar tudo para a posteridade, sou meio esquecida e quero assegurar a “herança” da futura prole.

Bem vindos às aventuras, visitem sem compromisso e se aproximem, sempre pode ter um café e uma fatia de bolo. Quer aconchego melhor?

Ps: texto deveras longo, mas precisava explicar.